segunda-feira, 6 de março de 2017

KENOSIS

KENÓSIS



INTRODUÇÃO


Para entrarmos nesse assunto, é necessário umas pinceladas na Pessoa e Obra de Jesus.
Há uma linha tênue entre a doutrina do homem e de Cristo:
O homem foi criado a imagem de Deus,mas por transgressão,despojou-se dessa imagem e tornou-se um pecador
Cristo é a resposta a essa distância e grito desse homem criatura,satisfazendo Deus e restabelecendo a possibilidade dessa comunhão.


CRISTO ANTES DA REFORMA


É clara a posição de Cristo como Filho do Homem e Filho de Deus ,ou seja,verdadeiro homem e verdadeiro Deus,apesar das controvérsias do judaísmo,os ebionistas,alogianos,monarquistas como também dos gnósticos,arianismo,monofisistas,monotelitas.


CRISTO APÓS A REFORMA



A Reforma não trouxe tantas mudanças a posição teológica ja crida( Protestantes e Romanos crêem iguais,conforme Concílio da Calcedônia),apesar de Lutero e seu "communicatio idiomatum "(comunicação de propriedades) o que não aceito pelos calvinistas,vendo como uma forma de eutiquianismo(fusão das naturezas de Cristo ),crendo como a confissão Helvética:
"
 “reconhecemos, pois, que há no único e mesmo Jesus, nosso Senhor, duas naturezas – a natureza divina e a humana; e dizemos que estas são ligadas ou unidas de modo tal, que não são absorvidas, confundidas ou misturadas, mas, antes, são unidas ou conjugadas numa pessoa (sendo que as propriedades de cada uma delas permanecem a salvo e intactas), de modo que podemos cultuar a um Cristo, nosso Senhor, e não a dois. Portanto, não pensamos nem ensinamos que a natureza divina em Cristo sofreu, ou que Cristo, de acordo com a Sua natureza humana, ainda está no mundo e ,assim, em todo lugar”

No século XIX é que ocorrem as grandes mudanças com a visão do chamado JESUS HISTÓRICO.
O Cristo sobrenatural dá lugar ao Jesus humano.
Scheleiermacher com a humanidade perfeita e ideal mas não acima do homem
Hegel e seu conceito panteísta na humanidade

O KENÓSIS foi uma tentativa de elaborar melhor a doutrina da pessoa de Cristo.
O termo é derivado de Filipenses 2:7 " Cristo “se esvaziou (ekenosen), assumindo a forma de servo”,ou seja,o LOGOS transformou-se literalmente num homem,apesar de Gess relevando sua humilhação e com tendencias panteístas,ao que Dorner se opos e defendeu uma humanização progressiva( nestorianismo) e de  Albrecht Ritschl ,cuja cristologia parte da obra e não da sua pessoa( era homem,mas devido obra atribui predicados de divindade)

Por estas causas a doutrina de Cristo é exposta de maneira naturalista.
As exposições podem variar mas a idéia é a mesma : A UNIDADE ESSENCIAL DE DEUS E O HOMEM.
A doutrina das duas naturezas de Cristo desapareceu da teologia moderna,surgindo a visão panteísta de Deus e o homem

Karl Barth levanta-se contra isso


1. OS NOMES DE CRISTO MOSTRAM AS NATUREZAS DE CRISTO



A) JESUS

 O nome JESUS é a forma da hebráica  Jehoshua, , Js. 1.1; Zc 3.1, ou Jeshua (forma normalmente usada nos livros históricos pós-exílicos), Ed 2.2
Como veio a ser Jeshua( Salvador) só há hipotes :

. A opinião geralmente aceita é que deriva da raiz yasha’, hiphil hostia’, salvar, mas não é fácil explicar como foi que Jehoshua’tornou-se Jeshua’. Provavelmente Hoshea’, derivado do infinitivo, foi a forma original (cf. Nm 13.8, 16; Dt 32.44), expressando meramente a idéia de redenção. O yod, que é o sinal do imperfeito, pode ter sido acrescentado para expressar a certeza da redenção. Isto se harmonizaria melhor com a interpretação do nome dado em Mt 1.21. Quanto a uma outra derivação, de Jeho (Jehovah) e shua, socorro.


B) CRISTO

Jesus é o nome pessoal Cristo é o nome oficial( equivalente de Mashiach do Velho Testamento, (de maschach, ungir) e, assim, significa “o ungido”)
A unção era sinal da designação para o ofício e a relação sagrada e caráter sagrado da pessoa ungida


C) FILHO DO HOMEM


 No Velho Testamento este nome se acha em Sl 8.4; Dn 7.13 e muitas vezes na profecia de Ezequiel
Admite-se geralmente agora que o uso que o Novo testamento faz dele depende da citada passagem de Daniel, embora naquela profecia a expressão seja apenas uma frase descritiva, e não ainda um título.
A única exceção nos evangelhos está em Jo 12.34, onde o nome aparece numa citação indireta de uma palavra de Jesus; e no restante do Novo testamento somente Estevão e João o empregam, At 7.56; Ap 1.13; 14.14.
quatro classes; (a) passagens que se referem claramente à vinda escatológica do Filho do homem, como, por exemplo, Mt 16.27, 28; Mc 8.38; 13.26, etc. e paralelas; (b) passagens que falam particularmente dos sofrimentos, morte e (às vezes) ressurreição de Jesus, como por exemplo, Mt 17.22; 20.18, 19, 28; 12.40, etc. e paralelas. (c) passagens do quarto evangelho em que o lado super-humano, celestial, e a preexistência de Jesus são salientados, como, por exemplo, 1.51; 3.13, 14; 6.27, 53, 62; 8.28, e outras. (d) Um pequeno grupo de passagens nas quais Jesus considera a Sua natureza humana, Mc 2.27, 28; Jo 5.27; 6.27, 51, 62. É difícil determinar por que Jesus preferiu este nome como forma de autotratamento. Anteriormente o homem era em geral considerado como um título criptico, com o uso da qual Jesus tencionava velar antes que revelar a Sua messianidade.



D) FILHO DE DEUS


Foi aplicado no Velho Testamento:

 (a) ao povo de Israel, Ex. 4.22; Jr 31.9; Os 11.1; (b) a oficiais de Israel, especialmente ao prometido rei da casa de Davi, 2 Sm 7.14; Sl 89.27; (c) a anjos, Jó 1.6; 2.1; 38.7; Sl 29.1; 89.6; e (d) a pessoas piedosas em geral, Gn 6.2; Sl 73.15; Pv 14.26
E Israel recebeu significado teocrático e Jesus apropria-se dele no Novo Testamento
O nome é aplicado em 4 sentidos:
1. Sentido oficial ( messiânico Mt 24.36; Mc 13.31.)
2. Sentido trinitário(Mt 11.27; 14.28-33; 16.16, e paralelas; 21.33-46, e paralelas; 22.41-46; 26.63)
3. Sentido natalício (Lc 1.35)
4. Sentido ético-religioso ( Mt 17.24-27 )


E) SENHOR

O nome “Senhor” é aplicado a Deus na Septuaginta, (a) como equivalente de Jeová; (b) como tradução de Adonai; e (c) como versão de um título honorífico aplicado a Deus (principalmente Adon), Js 3.11; Sl 97.5.
No Novo Testamento uma aplicação tríplice:
1. Pronome respeitado de tratamento ( Mt 8.2; 20.33 )
2. Expressão de posse e autoridade ( , Mt 21.3; 24.42 )
3. Máxima conotação de autoridade ( Mc 12.36, 37; Lc 2.11; 3.4; At 2.36; 1 Co 12.3; Fp 2.11 )


2 .AS NATUREZAS DE CRISTO


A Igreja confessa as duas naturezas de Cristo.
O problema apresentado dessas duas naturezas,solucionou-se afastando as soluções que eram errõneas.
A Igreja aceitou-as não porque tivesse compreendido o mistério mas por ter visto em Jesus o mistério revelado por Deus,continuando sempre como um artigo de fé
Desde o século dezenove a tendência e mais forte ainda com a escola modernista de Harnack,a escola escatológica de Weiss e Schweitzer e, recente a escola  de religiões comparadas  de Bousset e Kirsopp Lake,querem despir Cristo reduzindo-a a dimensões humanas.



3. NECESSIDADE DAS DUAS NATUREZAS


A) NECESSIDADE DE SUA HUMANIDADE

O homem tem que sofrer pela transgressão,sofrer que faz parte do pagamento.
Jesus tinha que descer ate esse homem,para qie santo fizesse a expiação( Hebreus 7:26)


B) NECESSIDADE DE SUA DIVINDADE


(1) Ele pudesse apresentar um sacrifício de valor infinito e prestar perfeita obediência à lei de Deus
(2) Ele pudesse sofrer a ira de Deus redentoramente, isto é, para livrar outros da maldição da lei
(3) Ele pudesse aplicar os frutos da Sua obra consumada aos que O aceitassem pela fé

Pessoa de Cristo deve “ser reconhecido em duas naturezas, inconfusa, imutável, indivisível e inseparavelmente; sendo que a distinção das naturezas de modo nenhum é eliminada pela união, mas, antes, a propriedade de cada natureza é preservada, e ambas concorrem numa Pessoa e numa Subsistência, não partida ou dividida em duas pessoas”
A linguagem bartiana, "Deus e o homem numa só pessoa"
 A grande verdade enunciada é que o eterno Filho de Deus tomou sobre Si a nossa humanidade, e não, como no-lo recorda Brunner, que o homem Jesus adquiriu divindade. O pronunciamento do Concílio de Calcedônia atesta um movimento de Deus para o homem, e não vice-versa


4. DIFERENÇA ENTRE NATUREZA E PESSOA


O termo “natureza” denota a soma total de todas as qualidades de uma coisa, daquilo que faz uma coisa ser o que é.
Uma natureza é uma substância possuída em comum, incluindo todas as qualidades essenciais da referida substância



O termo “pessoa” denota uma substancia completa, dotada de razão e, conseqüentemente, um sujeito responsável por suas ações
A personalidade não é parte essencial e integrante da natureza mas é, por assim dizer, o término para o qual ela tende
o Logos assumiu uma natureza humana não personalizada, que não existia por si mesma.


CONCEITO BÍBLICO E TEOLÓGICO

O MEDIADOR É O LOGOS IMUTÁVEL.
O LOGOS FORNECE A BASE DA PERSONALIDADE DE CRISTO
A COMPLEXIDADE DE CRISTO EM TER DUAS NATUREZAS :

A NATUREZA HUMANA EM SI NÃO CONSTITUI UMA PESSOA HUMANA,LOGO CRISTO NÃO ADOTOU UMA PESSOA HUMANA,APENAS ASSUMIU A NATUREZA HUMANA,UMA NATUREZA PESSOAL,PERFEITA E COMPLETA,COM CONSCIÊNCIA E VONTADE

A PESSOA DIVINA QUE TEM A NATUREZA DIVINA ASSUMIU A NATUREZA HUMANA E AGORA TEM AMBAS

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

TRINDADE SANTA

ENTENDENDO A DOUTRINA DA TRINDADE SANTA





I. A DOUTRINA NA HISTÓRIA



A IGREJA TENTANDO FORMULÁ-LA FOI TENTADA A RACIONALIZÁ-LA,DANDO-LHE

UMA CONSTRUÇÃO INJUSTA AOS DADOS DA MESMA NA BÍBLIA.


1) PRÉ-REFORMA


A UNIDADE DE DEUS VINDA DO JUDAÍSMO,INFLUENCIOU MUITO A IGREJA,

ELIMINANDO AS DISTINÇÕES PESSOAIS DA DIVINDADE.


O PRIMEIRO A USAR O TERMO FOI TERTULIANO E COMEÇOU A FORMULAR A

 DOUTRINA,PORÉM DEFICIENTE POR COLOCAR A INFUNDADA SUBORDINAÇÃO DO

FILHO AO PAI.



ORÍGENES COLOCOU ESSA SUBORDINAÇÃO SOMENTE QUANTO A ESSÊNCIA E O

 ESPIRITO SANTO TAMBÉM SUBMISSO AO PAI MAS TAMBÉM AO FILHO.

TAL POSIÇÃO FOI A BASE PARA OS ARIANOS QUE NEGAM A DIVINDADE DO FILHO E

 DO ESPIRITO SANTO E COMPLETAMENTE SACRIFICADO PELO MONARQUIANISMO.


NO CONCÍLIO DE NICÉIA( 325 A.D.) RECONHECE ESSA DIVINDADE E NO CONCÍLIO DE

 CONSTANTINOPLA ( 381 A.D.) RECONHECE A DIVINDADE DO ESPIRITO SANTO,MAS

 AINDA NÃO COMPLETA.


NO ORIENTE O DESTAQUE É AGOSTINHO EM SUA OBRA DE TRINITATE MAS AINDA

NÃO COMPLETO.




2.  PÓS REFORMA



OS ERROS CONTINUAM E A TESE DE SUBORDINAÇÃO DO FILHO AO PAI REAVIVA E OS

 SOCINIANOS SÃO OS PRECURSORES DOS UNITÁRIOS E MODERNISTAS QUE VÊEM

 JESUS COMO UM MESTRE DIVINO.


BARTH TRAZ DE VOLTA O TEMA NAS SUAS 220 PAGINAS DE DOGMÁTICA E

 RECONHECE AS TRES PESSOAS NA TRINDADE SEM HAVER SUBORDINAÇÃO( " SUA

 VARIEDADE INCÓLUME E PRECISO MODO TRÍPLICE DE EXISTÊNCIA)



II , DEUS COMO  TRINDADE EM UNIDADE



A PALAVRA HOLANDESA  “Drieenheid” É MAIS EXPRESSIVA DO QUE A PALAVRA "

 TRINDADE " POR NÃO APENAS IMPLICAR O ESTADO TRÍPLICE,MAS  MOSTRAR A

 UNIDADE.




1. PERSONALIDADE DE DEUS E A TRINDADE



OS ATRIBUTOS COMUNICÁVEIS DE DEUS :

(A)ESPIRITUALIDADE.

(B)INTELECTUALIDADE:CONHECIMENTO,SABEDORIA, VERACIDADE

(C)MORALIDADE: BONDADE,,SANTIDADE E JUSTIÇA)

(D)SOBERANIA: VONTADE,PODER

MOSTRAM SUA PERSONALIDADE QUE O REVELA COMO UM SER MORAL E RACIONAL




2. PROVA BÍBLICA DA TRINDADE


ESSA DOUTRINA DEPENDE DE UMA REVELAÇÃO DE DEUS.

A RAZÃO E A EXPERIÊNCIA NÃO NOS CAPACITA A CONSUBSTANCIA-LA


A) VELHO TESTAMENTO


HÁ INDICAÇÕES DELA E NUNCA DE MANEIRA ABSTRATA( FATOS E NÃO

 PALAVRAS),CHEGANDO AO CLÍMAX COM A REDENÇÃO.(ENCARNAÇÃO E O

 PENTECOSTE)


AS MELHORES PROVAS DELA NO VELHO TESTAMENTO SÃO:

 . AS APARIÇÕES DO ANJO  DE DEUS,QUE AS VEZES SE IDENTIFICA E AS VEZES SE

DISTINGUE ( GÊNESIS 16:7-13,18:1-21 E 19:1-19 )

. A PALAVRA E A SABEDORIA DE DEUS SÃO PERSONIFICADAS ( SALMO 33:4-6,

PROVÉRBIOS 8:12-31)

. AS VEZES SE MENCIONA MAIS QUE UMA PESSOA ( SALMO 33:6 )

. NOUTROS QUEM FALA É DEUS E MENCIONA O MESSIAS E O ESPIRITO ( ISAÍAS

48:16,61:1,63:9-10 )




B) NOVO TESTAMENTO


TRAZ REVELAÇÃO MAIS CLARA:

. NO NOVO TESTAMENTO O FILHO É QUEM É APRESENTADO COMO REDENTOR E

 SALVADOR ( MATEUS 1:21 )

. NO NOVO TESTAMENTO É O ESPIRITO SANTO QUEM HABITA NOS CORAÇÕES ( ATOS 2:4)

. NO NOVO TESTAMENTO DEUS ENVIA SEU FILHO  E ESTE ENVIA O ESPIRITO SANTO

    ( JOÃO 3:16) ( GÁLATAS 4:4 )

. NO NOVO TESTAMENTO O PAI SE COMUNICA COM O FILHO ( MARCOS 1:11) E O

 ESPIRITO SANTO INTERCEDENDO ( ROMANOS 8:26 )

, NO BATISMO O PAI FALA COM O FILHO E O ESPIRITO DESCE EM FORMA DE POMBA  

 ( MATEUS 3:16-17)

. NA GRANDE COMISSÃO JESUS MENCIONA AS TRES PESSOAS ( MATEUS 28:19)

. O TEXTO MAIS NÍTIDO É I JOÃO 5:7




3. EXPONDO A DOUTRINA DA TRINDADE










quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O DISCURSO PROFÉTICO DE MARCOS 13

MARCOS 13:1-37



O DISCURSO DO MONTE DAS OLIVEIRAS É DE DIFÍCIL ENTENDIMENTO :

1. MUITOS ASSUNTOS DIFERENTES

2. DIFICULDADE TEXTUAL ( LITERATURA APOCALÍPTICA JUDAICA E O TEXTO CANÔNICO )

3. DECISÃO CRÍTICA ENTRE : CARÁTER,FUNÇÃO,ARRANJO ESTRUTURAL E AUTENTICIDADE  DESSE MATERIAL

REGISTRADO PELOS 3 EVANGELHOS SINÓPTICOS,COMEÇA COM UM DIÁLOGO E TERMINA COM UM MONÓLOGO,SENDO QUE MARCOS USA COMO PONTE ENTRE A CONTROVÉRSIA DE JESUS COM OS LÍDERES JUDAICOS E A CRUCIFICAÇÃO.

NAS ABORDAGENS OS COMENTARISTAS SE DIVIDEM ENTRE OS VERSOS QUE TRATAM DA PAROUSIA E A DESTRUIÇÃO DO TEMPLO,LEMBRANDO QUE NENHUM DOS EVANGELHOS SÃO BIOGRÁFICOS MAS NARRATIVOS DAS BOAS NOVAS DE SALVAÇÃO.

NO CASO DE MARCOS ELE APRESENTA UMA NARRATIVA GEOGRÁFICA E MARCOS 13 É UM PEQUENO APOCALIPSE.


" OLHARES DO MONTE DAS OLIVEIRAS AO TEMPLO "


1. OS DISCÍPULOS E O ESPLENDOR DO TEMPLO ( 13:1-2 )


APÓS UM GRANDE DEBATE NO TEMPLO,SAINDO DA CIDADE JESUS É INTERROGADO SOBRE A MAGNIFICÊNCIA DO TEMPLO VISTO ALI DO MONTE E SUA IMPORTÂNCIA .

SEGUNDO JESUS O TEMPLO QUE AINDA ESTAVA SENDO CONSTRUÍDO SERIA DESTRUÍDO


2. JESUS E A QUEDA DAS PEDRAS DO TEMPLO ( 13:1-2 )

CAIU A VELHA ORDEM E COMEÇAVA A NOVA.

AS ESTRUTURAS ( ODRE ) SE PERVERTEM E JESUS DENUNCIA O PECADO IMPREGNADO NO SISTEMA( ODRE ) E TODO RITUAL COM BASE NA IMPIEDADE FECHA O CÉU ( ISAÍAS 58:3-8 )


3. O PRINCÍPIO DAS DORES


A) PRENÚNCIO DE JUÍZO E LIBERTAÇÃO( 13:3-13 )



JESUS PREDIZ A DESTRUIÇÃO DO TEMPLO ANTE A AMEAÇA E PERSEGUIÇÃO.

. SURGIMENTO DE FALSOS MESSIAS
.COMOÇÕES NACIONAIS,FOME,EPIDEMIA,TERREMOTOS E GUERRAS
, COMO QUE PRINCÍPIOS DAS DORES DE PARTO


B) JESUS E A PERSEGUIÇÃO DA IGREJA ( 13:14-23 )


O ANUNCIO DAS BOAS NOVAS ATRAIRIA PERSEGUIÇÃO,TRAIÇÃO,ÓDIO,SOFRIMENTO E MARTÍRIO,MAS TAMBÉM A GUARDA DIVINA


C) O TRIUNFO DO FILHO DO HOMEM ( 13:24-27 )

ESSE QUADRO RADICADO NO V.T. ( DANIEL 12:11 E A ABOMINAÇÃO DESOLADORA),MARCOS ATE CITA ISAÍAS 13:9-11

O TEXTO NÃO É SOBRE UM COLAPSO UNIVERSAL MAS O FIM DA ANTIGA ORDEM E O COMEÇO DO NOVO REGIME DE JESUS E O CRESCIMENTO DA IGREJA

ESSA  EXPRESSÃO ' FILHO DO HOMEM " É O MAIS DEBATIDO,ANALISADO E DISCUTIDO TÍTULO DE JESUS:

. ESSE TÍTULO SURGIDO EM DANIEL 7 NO SONHO DE DANIEL,ONDE OS 4 ANIMAIS ERAM NAÇÕES GENTÍLICAS,SENDO QUE ÚLTIMO ANIMAL ERA UMA NAÇÃO QUE PERSEGUIA O POVO DE DEUS,MAS QUE TAMBÉM FOI DERROTADO

É NESSE CONTEXTO QUE SURGE UM SEMELHANTE AO FILHO DO HOMEM COM AUTORIDADE SOBRE AS NAÇÕES APÓS SOFRIMENTO E QUE REPRESENTA A HUMANIDADE.

SUA VINDA NAS "NUVENS" REPRESENTA JUSTIÇA E JUÍZO( JEREMIAS 4:13).

NUM PARALELO COM  A VINDA DE DEUS NO EGITO ( ISAÍAS 19:1),AQUI EM MARCOS É UM JUÍZO METAFÓRICO,GOVERNANDO PELA PROVIDÊNCIA USANDO OS ROMANOS CONTRA ISRAEL E SEUS MENSAGEIROS QUE PREGARÃO AS BOAS NOVAS( EUZÉBIO CHAMA ESSE RAIO DE AJUDA DO CÉU),

ELE REUNIRÁ  SEU ELEITOS EM UMA NOVA SINAGOGA



CONCLUSÃO :


PARÁBOLAS DESSE DISCURSO


1. FIGUEIRA ( 13:28-31 )

É UMA DECLARAÇÃO DO QUE SE CUMPRIRIA NOS PRÓXIMOS 40 ANOS( " NÃO PASSARÁ ESSA GERAÇÃO"),SENDO A FIGUEIRA A NAÇÃO JUDAICA


2. A CASA ( 13:32-37)

NAS LIMITAÇÕES DA ENCARNAÇÃO NÃO PARTICIPA DO SEGREDO DA REVELAÇÃO DO JUÍZO,POR ISSO A EXORTAÇÃO A VIGILÂNCIA, QUE É A FIDELIDADE NAS TAREFAS ,DEVIDO A VINDA IMPREVISÍVEL DO DONO DA CASA.







ARREPENDIMENTO

OS 6 COMPONENTES DO ARREPENDIMENTO





O arrependimento é uma graça do Espírito de Deus por meio da qual um pecador é humilhado em seu íntimo e transformado em seu exterior. A fim de proporcionar melhor entendimento, saiba que o arrependimento é um remédio espiritual formado de seis componentes especiais… Se um for deixado fora, o arrependimento perde o seu poder.




Componente 1: 

Percepção do pecado. A primeira parte do remédio de Cristo são olhos abertos (At 26.18). Este é um dos fatos importantes a observarmos no arrependimento do filho pródigo: ele caiu em si (Lc 15.17). Ele se viu como pecador e nada mais do que um pecador. Antes que um homem venha a Cristo, ele tem primeiramente de vir a si mesmo. Em sua descrição de arrependimento, Salomão considerou isto como o primeiro componente: “Caírem em si” (1 Rs 8.47). Uma pessoa deve, antes de tudo, reconhecer e considerar o que é o seu pecado e conhecer a praga de seu coração, antes que seja devidamente humilhado por ela. A primeira coisa que Deus criou foi a luz. Portanto, a primeira coisa que deve haver em uma pessoa arrependida é a iluminação. “Agora, sois luz no Senhor” (Ef 5.8). Os olhos são feitos tanto para ver como para chorar. Antes de lamentarmos pelo pecado, temos de vê-lo. Disso, podemos inferir que, onde não percepção do pecado, não pode haver arrependimento. Muitos que acham falhas nos outros não vêem nenhum erro em si mesmos… Pessoas são vendadas por ignorância e amor próprio. Por isso, não vêem o que deforma a sua alma. O Diabo faz com elas como o falcoeiro faz à sua ave: ele as cega e as leva encapuzadas ao inferno.


Componente 2: 

Tristeza pelo pecado. “Suporto tristeza por causa do meu pecado” (Sl 38.18). Ambrósio chamava essa tristeza de amargura da alma. A palavra hebraica que se traduz por ficar triste significa “ter a alma, por assim dizer, crucificada”. Isso precisa estar presente no verdadeiro arrependimento. “Olharão para aquele a quem traspassaram… e chorarão” (Zc 12.10), como se sentissem os cravos da cruz penetrando o seu lado. Uma mulher pode esperar ter um filho sem dores, assim como alguém pode esperar arrepender-se sem tristeza. Aquele que crê sem duvidar, põe sob suspeita a sua fé; aquele que se arrepende sem entristecer-se nos deixa incertos de seu arrependimento… Esta tristeza pelo pecado não é superficial; é uma agonia santa. Nas Escrituras, ela é chamada de quebrantamento de coração: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl 51.17); um rasgamento do coração: “Rasgai o vosso coração” (Jl 2.13). As expressões bater no peito (Jr 31.19; Lc 18.13), cingir o cilício (Is 22.12), arrancar os cabelos (Ed 9.3) – todas essas expressões são apenas sinais exteriores de tristeza.


Essa tristeza implica 
(1) tornar a Cristo precioso. Oh! quão precioso é o Salvador para uma alma atribulada! Agora, Cristo é, de fato, Cristo; e a misericórdia é realmente misericórdia. Enquanto o coração não estiver repleto de compunção, ele não estará pronto para o arrependimento. Quão bem-vindo é um cirurgião para um homem que sangra por suas feridas! 
(2) Implica repelir o pecado. O pecado gera tristeza, e a tristeza mata o pecado… A água salgada das lágrimas mata o verme da consciência. 
(3) Implica preparar-se para receber firme consolo. “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão” (Sl 126.5). O penitente tem uma semeadura de lágrimas, mas uma colheita deliciosa. O arrependimento rompe os abscessos do pecado, e, em seguida, a alma fica tranqüila… O ato de Deus em afligir a alma por causa do pecado é como o agitar da água que trazia cura, no tanque (Jo 5.4)


Contudo, nem toda tristeza evidencia o verdadeiro arrependimento… o que é esse entristecer piedoso? Há seis descrições:
1. A verdadeira tristeza espiritual é interior. É interior em duas maneiras: (1) é uma tristeza de coração. A tristeza dos hipócritas evidencia-se somente em sua face. “Desfiguram o rosto” (Mt 6.16). Mostram um rosto melancólico, mas a tristeza deles não vai além disso, como o orvalho que umedece a folha, mas não penetra a raiz. O arrependimento de Acabe foi uma exibição exterior. Seus vestidos foram rasgados, mas não o seu espírito (1 Rs 21.27). A tristeza segundo Deus avança mais além; é como uma veia que sangra internamente. O coração sangra por causa do pecado – “Compungiu-se-lhes o coração” (At 2.37). Assim como o coração tem a parte principal no ato de pecar, o mesmo deve acontecer no caso do entristecer-se. Paulo lamentava por causa da lei em seus membros (Rm 7.23). Aquele que lamenta verdadeiramente o pecado se entristece por conta das incitações do orgulho e da concupiscência. Ele se entristece por causa da “raiz de amargura”, embora ela nunca prospere até ao ponto de levá-lo a agir. Um homem ímpio pode sentir-se atribulado por pecados escandalosos; um verdadeiro convertido lamenta os pecados do coração.
2. A tristeza espiritual é sincera. É a tristeza pela ofensa, e não pela punição. A lei de Deus foi infringida, e seu amor, abusado. Isso leva a alma às lágrimas. Uma pessoa pode ficar triste e não se arrepender. Um ladrão fica triste quando é apanhado, mas não por causa do roubo, e sim porque tem de sofrer a pena… A tristeza piedosa se expressa principalmente por causa da transgressão contra Deus. Portanto, se não houvesse uma consciência a ferir, uma diabo a acusar, um inferno para servir de castigo, a alma ainda se sentiria triste por causa da ofensa praticada contra Deus… Oh! que eu não ofenda o meu bom Deus, nem entristeça o meu Consolador! Isso parte o meu coração!…
3. A tristeza espiritual Deus é repleta de confiança. É mesclada com fé… A tristeza bíblica afundará o coração, se a roldana da fé não o erguer. Assim como o nosso pecado está sempre diante de Deus, assim também a promessa de Deus tem de estar sempre diante de nós…
4. A tristeza espiritual é uma grande tristeza. “Naquele dia, será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom” (Zc 12.11). Dois sóis se puserem no dia em que Josias morreu, e houve um enorme lamento fúnebre. A tristeza pelo pecado deve chegar a esse nível.
5. A tristeza espiritual é, em alguns casos, acompanhada de restituição. Aquele que, por injustiça, errou contra outrem, em seus bens, lidando com fraude, deve em sã consciência realizar a compensação. Há um mandamento claro quanto a isso: “Confessará o pecado que cometer; e, pela culpa, fará plena restituição, e lhe acrescentará a sua quinta parte, e dará tudo àquele contra quem se fez culpado” (Nm 5.7). Por isso, Zaqueu fez restituição: “Se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais” (Lc 19.8).
6. A tristeza espiritual é permanente. Não são algumas lágrimas derramadas ocasionalmente que servirão. Alguns derramarão lágrimas ao ouvirem um sermão, mas isso é como uma chuva de abril – logo acaba – ou como uma veia aberta e fechada novamente. A verdadeira tristeza tem de ser habitual. Ó cristão, a doença de sua alma é crônica, e a recaída, freqüente. Portanto, você tem de tratar-se com remédio continuamente, por meio do arrependimento. Essa é a tristeza “segundo Deus”.

Componente 3: 
Confissão de pecado. A tristeza é um sentimento tão forte, que terá expressões. Suas expressões são lágrimas nos olhos e confissão nos lábios. “Os da linhagem de Israel… puseram-se em pé e fizeram confissão dos seus pecados” (Ne 9.2). Gregório de Nazianzo chamou a confissão de “um bálsamo para a alma ferida”.
A confissão é auto-acusadora. “Eu é que pequei” (2 Sm 24.17)… E a verdade é que por meio desta auto-acusação impedimos Satanás de acusar-nos. Em nossas confissões, nos identificamos com orgulho, infidelidade e paixão. Assim, quando Satanás, chamado de acusador dos irmãos, lançar essas coisas contra nós, Deus lhe replicará: “Eles já acusaram a si mesmos. Então, Satanás, você está destituído de motivos legítimos; suas acusações surgiram muito tarde…” Agora, ouça o que diz o apóstolo Paulo: “Se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados” (1 Co 11.31).
Entretanto, homens ímpios, como Judas e Saul, não confessaram seus pecados? Sim, mas as suas confissões não eram verdadeiras. Para que a confissão de pecado seja correta e genuína, estas… qualificações precisam estar presentes:
1. A confissão tem de ser espontânea. Tem de surgir como a água que brota do manancial, livremente. A confissão do ímpios é obtida à força, como a confissão de um homem sob tortura. Quando uma faísca da ira de Deus atinge a consciência dos ímpios ou estão sob o temor da morte, eles se prostrarão em confissão… Mas a verdadeira confissão flui dos lábios tal como a mirra jorra da árvore ou o mel da colméia, espontaneamente…
2. A confissão tem ocorrer com contrição. O coração precisa ressentir profundamente o pecado. As confissões de um homem natural procede de seu íntimo assim como uma água que passa por um cano. Elas não o afetam de maneira alguma. Mas a confissão verdadeira deixa impressões que pungem o coração. Ao confessar seus pecados, a alma de Davi sentiu-se sobrecarregada: “Já se elevam acima de minha cabeça as minhas iniqüidades; como fardos pesados, excedem as minhas forças” (Sl 38.4). Uma coisa é confessar o pecado, outra coisa é sentir o pecado.
3. A confissão tem de ser sincera. Nosso coração precisa estar em harmonia com a confissão. O hipócrita confessa o pecado, mas o ama, assim como um ladrão que confessa os bens roubados e continua a amar o roubo. Quantos confessam o orgulho e a cobiça, com seus lábios, mas se deleitam neles ocultamente… Um verdadeiro cristão é mais honesto. Seu coração anda em harmonia com usa língua. Ele é convencido dos pecados que confessa e detesta os pecados dos quais é convencido.
4. Na confissão verdadeira, o crente especifica o pecado. O ímpio reconhece que é um pecador como todos os outros. Ele confessa o pecado de maneira geral… Um verdadeiro convertido reconhece seus pecados específicos. Ele se comporta à semelhança de uma pessoa enferma que vai ao médico e lhe mostra as feridas, dizendo: “Levei um corte na cabeça, recebi um tiro no braço”. O pecador entristecido confessa as diversas imperfeições de sua alma… Por meio de uma inspeção diligente de nosso coração, podemos achar alguns pecados específicos que tratamos com indulgência. Confessemos com lágrimas esses pecados, indicando-os pelo nome.
5. Um pessoa verdadeiramente arrependida confessa o pecado em sua fonte. Ela reconhece a contaminação de sua natureza. O pecado de nossa natureza não é somente uma falta do bem, mas também uma infusão do mal… Nossa natureza é um abismo e uma fonte de todo mal, dos quais procedem os escândalos que infestam o mundo. É essa depravação de natureza que envenena nossas coisas santas. Isso traz os juízos de Deus e paralisa em sua origem as nossas misericórdias. Oh! Confesse o pecado em sua fonte!…

Componente 4: 

Vergonha pelo pecado. O quarto componente no arrependimento é a vergonha. “Para que… se envergonhe das suas iniqüidades” (Ez 43.10). O envergonhar-se é a força da virtude. Quando o coração se enegrece por causa do pecado, a graça faz o rosto envergonhar-se com rubor – “Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a face” (Ed 9.6). O filho pródigo, arrependido, ficou tão envergonhado de seus excessos que se julgava indigno de ser, outra vez, chamado filho (Lc 15.21). O arrependimento causa um acanhamento santo. Se Cristo não estivesse no coração do pecador, não haveria tanta vergonha se expressando no rosto. Há… algumas considerações sobre o pecado que nos causa vergonha:
1. Todo pecado nos torna culpados, e a culpa nos deixa envergonhados.
2. Em todo pecado, há muita ingratidão. E essa é a razão da vergonha. Abusar da bondade de Deus, como isso nos envergonha!… Ingratidão é um pecado tão grave, que Deus mesmo se admira dele (Is 1.2).
3. O pecado mostra o que somos, e isso nos causa vergonha. O pecado nos rouba as vestes de santidade. E nos deixa destituídos de pureza, deformados aos olhos de Deus; e isso nos envergonha…
4. Nossos pecados expuseram Cristo à vergonha. E não nos envergonharemos deles? Vestimos a púrpura; não vestiremos o carmesim?
5. Aquilo que nos deixa envergonhados é o fato de que os pecados que cometemos são piores do que os pecados dos incrédulos. Agimos contra a luz que possuímos.
6. Nossos pecados são piores do que os pecados dos demônios. Os anjos caídos nunca pecaram contra o sangue de Cristo. Cristo não morreu por eles… Com certeza, se sobrepujamos o pecado dos demônios, isso deve nos causar muita vergonha.

Componente 5: 

Ódio pelo pecado. O quinto componente do arrependimento é o ódio pelo pecado. Os eruditos distinguem dois tipos de ódio: o ódio das iniqüidades e o ódio da inimizade.
Primeiramente, há um ódio ou abominação das iniqüidades. “Tereis nojo de vós mesmos por causa das vossas iniqüidades e das vossas abominações” (Ez 36.31). Um cristão verdadeiramente arrependido é alguém que detesta o pecado. Se uma pessoa detesta aquilo que faz seu estômago adoecer, ela deve, com muito mais intensidade, detestar aquilo que deixa enferma a sua consciência. É mais fácil abominar o pecado do que deixá-lo… Não amamos a Cristo enquanto não odiamos o pecado. Nuca anelamos o céu enquanto não detestamos o pecado.
Em segundo, há um ódio da inimizade. Não há melhor maneira de descobrir vida do que por meio do movimento. Os olhos se movem, o pulso bate. Portanto, para constatar o arrependimento, não há sinal melhor do que uma antipatia santa para com o pecado… O arrependimento correto começa no amor a Deus e termina no ódio ao pecado.
Como podemos discernir o verdadeiro ódio para com o pecado?
1. Quando a pessoa se mantém resoluta contra o pecado. A língua lamenta amargamente o pecado, e o coração o odeia, de modo que, embora o pecado se apresente de forma atraente, nós o achamos detestável e o abominados com ódio mortal, sem levarmos em conta a sua aparência agradável… O diabo pode vestir e disfarçar o pecado com prazer e proveito, mas um verdadeiro penitente, que tem ódio secreto pelo pecado, sente repulsa e não se envolverá nele.
2. O verdadeiro ódio pelo pecado é abrangente. Isso se aplica a dois aspectos: no que diz respeito às faculdades e ao objeto. (a) O ódio pelo pecado é abrangente no que concerne às faculdades da alma, ou seja, há um desgosto para com o pecado não somente no juízo, mas também na vontade e nas afeições. Há alguns que são convencidos de que o pecado é maligno e, em seu juízo, têm uma aversão para com ele. Mas acham-no agradável e têm satisfação íntima nele. Nesse caso, há um desprazer do pecado no juízo e um aceitação dele nas afeições. No verdadeiro arrependimento, o ódio pelo pecado está presente em todas as faculdades da alma; não somente no intelecto, mas, principalmente, na vontade. “Não faço o que prefiro, e sim o que detesto” (Rm 7.15). Paulo não era livre do pecado, mas a sua vontade se posicionava contra o pecado. (b) O ódio pelo pecado é abrangente no que concerne ao objeto. Aquele que odeia um pecado odeia todos… Os hipócritas odeiam alguns pecados que mancham sua reputação, mas o verdadeiro convertido odeia todos os pecados: os pecados que produzem vantagem, os pecados resultantes de nossas inclinações naturais, as próprias instigações da corrupção. Paulo odiava as obras do pecado (Rm 7.23).
3. O verdadeiro ódio pelo pecado se manifesta contra o pecado em todas as suas formas. Um coração santo detesta o pecado por causa de sua contaminação natural. O pecado deixa uma mancha na alma. Uma pessoa regenerada aborrece o pecado não somente por causa da maldição, mas também por causa do contágio. Ele odeia essa serpente não somente por causa de sua picada, mas também por causa de seu veneno. Abomina o pecado não somente por causa do inferno, mas como o próprio inferno.
4. O verdadeiro ódio pelo pecado é implacável. O cristão genuíno nunca mais se conciliará com o pecado. A ira pode experimentar conciliação, porém o ódio não pode experimentá-la…
5. Onde há verdadeiro ódio pelo pecado, nos opomos ao pecado em nós mesmos e nos outros. A igreja de Éfeso não podia suportar aqueles que eram maus (Ap 2.2). Paulo repreendeu arduamente Pedro por causa de sua dissimulação, embora este fosse um apóstolo. Com insatisfação santa, Cristo expulsou os cambistas do templo (Jo 2.15). Ele não tolerou que o templo sofresse uma mudança. Neemias repreendeu os nobres por sua usura (Ne 5.7) e pela profanação do sábado (Ne 13.17). Aquele que odeia o pecado não suportará a iniqüidade em sua família – “Não há de ficar em minha casa o que usa de fraude” (Sl 101.7). Que vergonha se manifesta quando os magistrados mostram força de espírito em suas paixões e nenhum heroísmo em suprimir o erro! Aqueles que não tem qualquer antipatia para com o pecado não conhecem o arrependimento. O pecado está neles como o veneno está em uma serpente e, por ser natural, lhe proporciona deleite.
Quão distantes estão do arrependimento aqueles que, ao invés de odiarem o pecado, amam-no! Para os santos, o pecado é um espinho nos olhos; para os ímpios, é uma coroa na cabeça – “Que direito tem na minha casa a minha amada, ela que cometeu vilezas? Acaso, ó amada, votos e carnes sacrificadas poderão afastar de ti o mal? Então, saltarias de prazer” (Jr 11.15). Amar o pecado é pior do que praticá-lo. Um homem bom pode precipitar-se cair em uma atitude pecaminosa, mas amar o pecado é desesperador. O que faz um porco amar o revolver-se na lama? O que faz um demônio amar aquilo que se opõe a Deus? Amar o pecado mostra que a vontade está no pecado; e, quanto mais a vontade estiver no pecado, tanto maior ele será. A obstinação faz com que não haja mais purificação para o pecado (Hb 10.26). Oh! quantos existem que amam o fruto proibido! Amam as imprecações e os adultérios. Amam o pecado e odeiam a repreensão… Portanto, quando os homens amam o pecado, apegam-se àquilo que será a sua morte e brincam com a condenação, isso indica que “o coração dos homens está cheio de maldade” (Ec 9.3). Isso nos persuade a mostrar nosso arrependimento por meio de um ódio amargo para com o pecado…

Componente 6: 

Converter-se do pecado. O sexto componente no arrependimento é converter-se do pecado… Esse converter-se é chamado de abandonar o pecado (Is 55.7), tal como um homem que abandona a companhia de um ladrão ou de um feiticeiro. É chamado de lançar para longe o pecado (Jó 11.14), como Paulo lançou de si aquela víbora, atirando-a ao fogo (At 28.5). Morrer para o pecado é a vida do arrependimento. No mesmo dia em que o crente se converte do pecado, deve se regozijar com um gozo eterno. Os olhos devem fugir de vislumbres impuros. O ouvido tem de fugir dos escárnios. A língua, do praguejamento. As mãos, dos subornos. Os pés, dos caminho das meretrizes. E alma, do amor à impiedade.
Esse converter-se do pecado implica uma mudança notável. Converter-se do pecado é tão visível, que os outros podem percebê-lo. Por isso, é chamado de uma mudança das trevas para a luz (Ef 5.8). Paulo, depois de ter recebido a visão celestial, ficou tão diferente, que todos se admiraram da mudança (At 9.12). O arrependimento transformou o carcereiro em um enfermeiro e médico (At 16.33). Ele cuidou dos apóstolos, lavou-lhes as feridas e serviu-lhes comida. Um navio se dirige ao leste; e o vento muda seu rumo para o oeste. De modo semelhante, um homem se encaminhava para o inferno, mas o vento contrário do Espírito soprou, mudou o seu rumo e o fez andar em direção ao céu… Essa mudança visível que o arrependimento produz em uma pessoa é como se outra alma se abrigasse no mesmo corpo.
Para identifica corretamente o converter-se do pecado, essas poucas coisas são necessárias:
1. Tem de haver um volver-se sinceramente do pecado. O coração é o primum vivens, a primeira coisa que vive. E tem de ser o primum vertens, a primeira coisa que se volve. O coração é aquilo por que o Diabo se empenha arduamente… No cristianismo, o coração é tudo. Se o coração não é convertido do pecado, ele não passa de uma mentira… Deus quer todo o coração convertido do pecado. O verdadeiro arrependimento não pode ter reservas nem outros ocupantes.
2. Tem de haver um volver-se de todo pecado. “Deixe o perverso o seu caminho” (Is 55.7). Uma pessoa verdadeiramente arrependida abandona o caminho do pecado. Ela deixa todo pecado… Aquele que esconde um subversivo em sua casa é um traidor da nação. E aquele que satisfaz um pecado é um hipócrita traiçoeiro.
3. Tem de haver um volver-se do pecado por motivos espirituais. Um homem pode restringir seus atos de pecados e não converter-se do pecado da maneira correta. Atos de pecados podem ser restringidos por temor ou desígnio, mas uma pessoa verdadeiramente arrependida deixa o pecado com base em um princípio espiritual, ou seja, o amor de Deus… Três homens perguntaram um ao outro o que os fizera abandonar o pecado. Um disse: “Acho que são as alegrias do céu”. Outro respondeu: “Acho que são os tormentos do inferno”. Mas o terceiro disse: “Acho que é o amor de Deus; e isso ainda me faz abandonar o pecado. Como eu ofenderia o amor de Deus?”

APOCALIPSE ESTUDO 2

AS SETE IGREJAS DO APOCALIPSE






O NÚMERO 7 SIMBOLIZA PLENITUDE.

ESTE É UM NÚMERO QUE OCORRE VÁRIAS VEZES NO LIVRO.

VEJAMOS AS 7 IGREJAS :


A ORDEM ERA PARA ESCREVER NUM LIVRO E ENVIAR ÀS IGREJAS( 1:11,19)

NOS CAPÍTULOS 2 E 3 HÁ O REGISTRO DESSAS CARTAS QUE FORAM ENVIADAS.

HAVIA MAIS DE SETE IGREJAS NA ÁSIA,MAS DEUS EM SUA ONISCIÊNCIA ESCOLHEU ESSAS SETE,POIS ESSAS SETE REPRESENTAVAM O ESTADO ESPIRITUAL NOS DIAS DE JOÃO


1. ÉFESO : UMA IGREJA VITORIOSA




SITUADA NA COSTA OCIDENTAL DA ÁSIA MENOR, POSSUÍA  UM GRANDE PORTO QUE FUNCIONAVA COMO PORTA DE ENTRADA DA PROVÍNCIA ROMANA NA ÁSIA E PONTO DE PARTIDA PARA A ROTA COMERCIAL.

POR TER UMA LOCALIZAÇÃO ESTRATÉGICA,PROVAVELMENTE RECEBEU ESSE NOME QUE SIGNIFICA " DESEJÁVEL "

ADORNADA POR FORMOSOS TEMPLOS E SEDE DO CULTO À DEUSA DIANA( ATOS 19:27),SENDO ESTE IMORAL E COM RITOS ORGÍACOS DE FERTILIDADE.

DE ACORDO COM ATOS 19:1-20 PAULO VISITOU VÁRIAS VEZES ESTA IGREJA,SENDO TIMÓTEO O PROVÁVEL PASTOR NOS DIAS DE JOÃO

POR CAUSA DESSA LIDERANÇA ÉFESO TINHA UMA DOUTRINA PURA E UM GRANDE ZELO MISSIONÁRIO.A IGREJA CRESCEU MUITO ( ATOS 2:41,4:4,16:5)

ALGUNS VEEM ESSA IGREJA COMO A REPRESENTAÇÃO DO PERÍODO DA IGREJA CRISTÃ QUE VAI DO ANO 31 a.D. ATE O ANO 100 a.D.,SENDO UMA ÉPOCA DE PUREZA DOUTRINÁRIA E GRANDES AVANÇOS EVANGELÍSTICOS,MAS JÁ SE FALAVA DE UM " ABANDONO DO PRIMEIRO AMOR " E DA NECESSIDADE DE ARREPENDIMENTO ( 2:4-5)



2. ESMIRNA : UMA IGREJA PERSEGUIDA





ESMIRNA VEM DE MIRRA( SUAVE AROMA ADOCICADO).

UMA IGREJA TAMBÉM FUNDADA PELO APÓSTOLO PAULO.

UMA IGREJA POBRE EM BENS MATERIAIS MAS ATIVA NOS TRABALHOS.

SOFREU MUITAS PERSEGUIÇÕES E UM DOS HERÓIS DA FÉ E,POLICARPO BISPO DE ESMIRNA,SOFREU MARTÍRIO NO ANO DE 168 a. D.

MILHARES DE CRISTÃOS FORAM APRISIONADOS E MORTOS,SUPORTANDO VÁRIOS SOFRIMENTOS OS QUAIS OS UNIA,DANDO EXEMPLO EM VIDA E MORTE O QUE ERA UM ATESTADO À VERDADE.


ALGUNS VEEM ESSA IGREJA A REPRESENTAÇÃO QUE VAI DESDE A MORTE DE JOÃO NO ANO 100 a.D. ATÉ O ANO 300 a.D. BASEADOS EM 2:10.NO ANO 303 a.D, O IMPERADOR DIOCLECIANO ATE O ANO 313 a.D. E ENTÃO CONSTANTINO ASSINA O EDITO DE TOLERÂNCIA DE MILÃO DANDO LIBERDADE AO CULTO CRISTÃO.




3. PÉRGAMO : UMA IGREJA POPULAR





PÉRGAMO SIGNIFICA " ALTURA " OU " ELEVAÇÃO ",POIS A CIDADE CONSTRUÍDA PELOS GREGOS FOI CONSTRUÍDA À 300 ACIMA DO NÍVEL DO MAR .

É DITO QUE AI ESTÁ O "TRONO DE SATANÁS " ( 2:13).

APÓS A DERROTA PARA OS PERSAS ( 539 a.D.) SACERDOTES DA BABILÔNIA FUGIRAM PARA A ÁSIA MENOS E FIXARAM EM PÉRGAMO,PROMOVENDO OS RITOS POLITEÍSTAS E MÍSTICOS E SEGUNDO ALGUNS,FOI ASSIM QUE COSTUMES PAGÃOS PENETRARAM NA IGREJA.

ENQUANTO  HAVIA PERSEGUIÇÃO A IGREJA MANTEVE-SE PURA,MAS DESAPARECENDO AS PERSEGUIÇÕES A IGREJA PERDEU A SIMPLICIDADE DOS ENSINOS DE CRISTO,SENDO UMA IGREJA DOS PALÁCIOS REAIS.


SEGUNDO ALGUNS PÉRGAMO REPRESENTA A IGREJA DOS ANOS 313 a.D. A 538 a.D. SAI DE CENA A FIGURA DO IMPERADOR E ENTRA O PAPADO E DÁ-SE O INÍCIO A SUPREMACIA PAPAL( DANIEL 7:25,APOCALIPSE 12:6,13:5)




4. TIATIRA : UMA IGREJA APOSTATA




A PALAVRA TIATIRA SIGNIFICA " SACRIFÍCIO DE CONTRIÇÃO ".

A CIDADE FOI CONSTRUÍDA POR SELEUCO,UM DOS QUATRO GENERAIS DE ALEXANDRE O GRANDE EM 280 a.D.

FAMOSA POR FABRICAR TECIDOS.

SEGUNDO ALGUNS TIATIRA REPRESENTA A IGREJA NOS PERÍODOS DO ANO 538 a,D. INÍCIO DA SUPREMACIA PAPAL ATE 1.517 a.D.,PERÍODO QUE A FÉ SIMPLES DA IGREJA FOI MUDADA PELA APOSTASIA E SUBSTITUÍDA POR OBRAS E PENITÊNCIAS E,ASSIM,ADOTANDO O PAGANISMO.




5. IGREJA DE SARDES : UMA IGREJA REFORMADA




SARDES SIGNIFICA " CÂNTICO DE ALEGRIA " OU " A QUE PERMANECE ".

APÓS A APOSTASIA E PERSEGUIÇÃO HAVIA POUCA FÉ VERDADEIRA E SE VIVIA DE GLÓRIAS DO PASSADO.... SARDES A CAPITAL DA ÍDIA ESTAVA AGORA VENCIDA POR CIRO ESTAVA MORTA.


SEGUNDO ALGUNS ESSA IGREJA REPRESENTA O MOMENTO DA IGREJA SER REFORMADA,LOGO OS PERÍODOS DOS ANOS 1.517 a.D. A 1.798 a.D.,ONDE HOMENS DE DEUS TROUXERAM A IGREJA DE VOLTA  PALAVRA E TERMINA O PERÍODO DE SUPREMACIA PAPAL.




6. IGREJA DE FILADÉLFIA : IGREJA REAVIVADA





FILADÉLFIA SIGNIFICA " AMOR FRATERNAL ".

A CIDADE FOI FUNDADA EM 150 a.C. COM A INTENÇÃO DE FAZÊ-LA O CENTRO DA CIVILIZAÇÃO GREGO-ASIÁTICA E UM MEIO DE ESPALHAR O GREGO NO OCIDENTE DA LÍDIA E FRÍGIA.


SEGUNDO ALGUNS ESSA IGREJA REPRESENTA OS PERÍODOS DE  1.798 a.D. ATE 1.844 a.D. DA SUPREMACIA PAPAL E FIM DE PERÍODO PROFÉTICO NUMA INTERPRETAÇÃO DE DANIEL 8:14. PERÍODO DE NOTÁVEL ATIVIDADE MISSIONÁRIA E DISTRIBUIÇÃO DE BÍBLIAS,ONDE O FIM DO SECULO XVIII TESTEMUNHOU UM DOS GRANDES MOVIMENTOS DE EVANGELIZAÇÃO NO MUNDO





7. IGREJA DE LAODICÉIA : UMA IGREJA AUTO-SUFICIENTE








RECONSTRUÍDA POR ANTÍOCO II ( 261 A 246  a.C. E CHAMADA DE LAODICÉIA EM HOMENAGEM A SUA ESPOSA.

MENCIONADA POR PAULO NA CARTA AOS COLOSSENSES ( 4:15-16) E UMA CARTA QUE SE PERDEU.

SEGUNDO ALGUNS ELA COBRE O PERÍODO DE JUÍZO DE JESUS DE 1.844 a.C.
EMBORA JESUS ESTEJA INTERCEDENDO E JULGANDO A IGREJA TA EM LETARGIA OU " MORNOS " E PODEM SER VOMITADOS ( 3:16)




CONCLUSÃO




É BOM RELEMBRAR CADA PALAVRA DITA AS IGREJAS E DO COMO A GRAÇA IRÁ RESTAURAR O QUE A IGREJA PERDEU :


O PECADO PRIVOU-NOS DA ÁRVORE DA VIDA ( GN 3: 22-23 )
A GRAÇA NOS DEVOLVEU A ÁRVORE DA VIDA ( AP 2:7 )


O PECADO COLOCOU-NOS NA SENTENÇA DE MORTE (GN 2:17)
A GRAÇA NOS DEU VITÓRIA NA SOBRE A SEGUNDA MORTE (AP 2:11)


O PECADO FORÇA-NOS A GANHAR O NOSSO PÃO(GN 3:19)
A GRAÇA PROVÊ PARA NÓS O MANÁ ESCONDIDO (AP 2:17)


O PECADO ROUBOU NOSSO DOMÍNIO(GN 3:24)
A GRAÇA PROMETE-NOS PODER SOBRE AS NAÇÕES(AP 2:26)


O PECADO DEIXOU-NOS NUS(GN 3:7)
A GRAÇA VESTE-NOS COM VESTIDURAS BRANCAS(AP 3:5)


O PECADO EXPULSOU-NOS DA PRESENÇA DE DEUS( GN 3:23)
A GRAÇA FAZ-NOS COLUNA DO SANTUÁRIO DE DEUS( AP 3:12)


O PECADO DEVOLVEU-NOS AO PÓ ( GN 3:19)
A GRAÇA COLOCA-NOS NO TRONO DE DEUS(AP 3:21)
















APOCALIPSE ( INTRODUÇÃO E ESTUDO 1)

INTRODUÇÃO



CONTAGEM REGRESSIVA



ASSISTI O FILME BASEADO NO BEST- SELLER  DE JOHN HAGEE :

. CONFLITOS ENVOLVENDO ISRAEL

. ARMAS NUCLEARES CONTRABANDEADAS

. EVENTOS APOCALÍPTICOS

ESSE E VÁRIOS OUTROS FILMES NÃO APRESENTAM A VERDADEIRA HISTÓRIA,POIS ACREDITO QUE SÓ A BÍBLIA PODE REVELAR SOBRE OS ÚLTIMOS EVENTOS DA HISTÓRIA HUMANA E COMO SERÁ VERDADEIRAMENTE ESSE FIM.

SÃO 22 CAPÍTULOS QUE NOS DESAFIA COM UM CÓDIGO PROFÉTICO.
SE RESPEITARMOS O PRINCÍPIO DE INTERPRETAÇÃO BÍBLIA,QUE ENSINA QUE A BÍBLIA É SUA PRÓPRIA INTERPRETE,ESSE CÓDIGO PROFÉTICO SERÁ DESVENDADO.





ESTUDO 1




OS PRETENSOS PROFETAS E SUAS ALUSIVAS PROFECIAS,SEMPRE MARCARAM A
HUMANIDADE,PORÉM NENHUM HOMEM CONHECE O FUTURO SE DEUS NÃO REVELAR.

OS PROFETAS BÍBLICOS SE ENQUADRAM AI,POIS DEUS QUE TUDO CONHECE ( ISAÍAS 46:9-10 ) ESCOLHEU OS PROFETAS PARA GUIAREM SEU POVO ( AMÓS 3:7).

DANIEL CATIVO NA BABILÔNIA E  JOÃO PRESO EM PATMOS SE DESTACAM NAS PROFECIAS POR REGISTRAREM OS EVENTOS FINAIS DA HISTÓRIA HUMANA.

NO APOCALIPSE SÃO REVELADOS ESSES DESÍGNIOS DIVINOS.
SEU NOME SIGNIFICA " REVELAÇÃO",LOGO NÃO É UM LIVRO SELADO( APOCALIPSE 22:10).
DEUS QUER QUE ESSE LIVRO SEJA ABERTO,POIS SUAS VERDADES SÃO DESTINADAS AOS QUE VIVEM OS ÚLTIMOS TEMPOS,ASSIM COMO A GERAÇÃO DE JOÃO.

NO APOCALIPSE OS LIVROS SE ENCONTRAR E SE CUMPREM E,CLARO SOMADO AS OUTRAS PROFECIAS ELE REVELA,POR ISSO PRECISAMOS ESTUDÁ-LO.









A PROFECIA ORIGINOU-SE EM DEUS,ESSE A DEU A JESUS,ESSE AO SEU ANJO E ESSE A JOÃO,QUE DEVERIA ESCREVER AS VISÕES E ENVIAR ÀS  7 IGREJAS.

JOÃO COM CERTEZA FOI O AUTOR DE APOCALIPSE(1:1,4,9 E 11).

ESSE JOÃO,JUNTO COM PEDRO E TIAGO ERAM ÍNTIMOS DISCÍPULOS DE JESUS( JOÃO 21:20.

ESTEVE COM JESUS NA TRANSFIGURAÇÃO ( MATEUS 17:1-8).]

ACOMPANHOU A AGONIA DE JESUS NO GETSÊMANI ( MARCOS 14:32-42)

O ÚNICO QUE NÃO FUGIU QUANDO JESUS FOI PRESO E A QUEM JESUS CONFIOU SUA MÃE NA CRUCIFICAÇÃO (JOÃO 19:25-27)

E QUEM CORREU AO SEPULCRO QUANDO SOUBE DA RESSURREIÇÃO (JOÃO 20:1-4)

JOÃO TINHA TEMPERAMENTO FORTE  E ATÉ CHAMADO FILHO DO TROVÃO (MARCOS 3:17).QUERIA IMPEDIR QUE PREGASSEM E EXPULSASSE DEMÔNIOS ( MARCOS 9:39) E QUERIA FAZER DESCER FOGO DOS CÉUS PARA QUEIMAR OS SAMARITANOS(LUCAS 9:54).

CONVIVENDO COM CRISTO ESSE FORTE TEMPERAMENTO FOI SENDO TRANSFORMADO E FOI APRENDENDO A SER MANSO,HUMILDE E AMOROSO QUE O FEZ CRESCER NA GRAÇA E NO SERVIÇO CRISTÃO.

COM IDADE AVANÇADA JOÃO FOI O ULTIMO A MORRER.

VIU A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM E A RUÍNA DO TEMPLO  (ANO 70 D.C.)

ERA ODIADO PELOS PRÍNCIPES JUDEUS POR SUA FIDELIDADE A CRISTO E DE TUDO FIZERAM PARA SILENCIAR SUA VOZ.

FOI CONVOCADO A ROMA PARA SER JULGADO
.
TITO FLÁVIO DOMICIANO ERA GOVERNADOR DE ROMA E COM FALSAS TESTEMUNHAS,RECEBEU A ORDEM DE SUA MORTE E DE ACORDO COM A TRADIÇÃO,FOI LANÇADO NUM CALDERÃO CHEIO DE ÓLEO QUENTE E SEGUNDO A TRADIÇÃO NADA LHE ACONTECEU E DIANTE DESSE MILAGRE FOI BANIDO PARA A ILHA DE PATMOS ,QUE ERA TIPO UMA PRISÃO DO IMPÉRIO.

O EXÍLIO OCORREU NOS ANOS 95 OU 96 D.C.

A EXPRESSÃO " ACHEI-ME" EM ESPÍRITO INDICA O INÍCIO DE SUAS VISÕES E AS REVELAÇÕES SENDO DADAS A ELE.

HAVIA SE PASSADO 65 ANOS QUE VIRA JESUS,MAS AGORA NUM CONTEXTO DIFERENTE E VÊ O CRISTO RESSURRETO E GLORIFICADO,SENDO O MESMO O PERSONAGEM PRINCIPAL DESSA REVELAÇÃO.

. NO CAPÍTULO 1 ELE APARECE SOB VÁRIOS SÍMBOLOS QUE REAPARECERÃO NAS
MENSAGENS ÀS 7 IGREJAS,COM DESTAQUES AOS TÍTULOS " FIEL TESTEMUNHA ", PRIMOGÊNITO  DOS MORTOS " E " AQUELE QUE NOS AMA E PELO SEU SANGUE NOS LIBERTOU DOS NOSSOS PECADOS "(1:5)

ESSA DECLARAÇÃO E ESPECIAL PARA JOÃO POR CAUSA DO TESTEMUNHO QUE HAVIA DADO DE JESUS(1:9) E POR TER AS CHAVES DO INFERNO (1:18).

A REAÇÃO DE JOÃO FOI A MESMA DE DANIEL ( DANIEL 10:7-9).
VIU O TRONO DE DEUS RODEADO POR 4 SERES VIVENTES E 24 ANCIÃOS QUE O ADORAVAM DE DIA E DE NOITE( 4).
VIU A MULTIDÃO DE REMIDOS VESTIDOS DE BRANCO ( 7:9) E OUVIU A MÚSICA DOS ANJOS E DOS VENCEDORES PELO SANGUE DO CORDEIRO.( 12:10)


AS 7 IGREJAS MENCIONADAS ESTAVAM LOCALIZADAS NA ÁSIA MENOR QUE SÃO SÍMBOLOS DE IGREJAS EM DIFERENTES PERÍODOS DA IGREJA.

O NÚMERO 7 SIGNIFICA " PLENITUDE "E QUE SE ESTENDEM ATÉ O FIM DOS TEMPOS E OS SÍMBOLOS ESTADOS DA IGREJA EM DIVERSOS PERÍODOS DA HISTÓRIA.

O APOCALIPSE É UMA REVELAÇÃO DE JESUS PARA MOSTRAR AOS SEUS SERVOS " AS COISAS QUE EM BREVE DEVEM ACONTECER " (1:1)

HÁ UM SENTIDO DE URGÊNCIA QUE PERCORRE O LIVRO (1:1,3 E 3:11,10:6,18:8),O QUE NOS MOSTRA QUE NÃO HÁ TEMPO A PERDER E DEDICARMOS TEMPO EM CONHECER A VONTADE DE DEUS AQUI REVELADA.

O LIVRO DE DANIEL PROFETIZOU A HISTÓRIA MUNDIAL E O DOMÍNIO DE QUATRO GRANDES IMPÉRIOS : BABILÔNIA,MEDO-PÉRSIA,GRÉCIA E ROMA E NA SEQUÊNCIA PROFETIZA UM REINO QUE SERIA ETERNO : O REINO DE CRISTO ( DANIEL 2:44).

ESSE REINO QUE JÁ CHEGOU NA VIDA DA IGREJA ATINGIRÁ NO MUNDO ( 1:7) NUM DOS MAIORES EVENTOS DA HISTÓRIA.

ESSAS REVELAÇÕES FORAM FEITAS COM UM CÓDIGO PROFÉTICO QUE SÃO DESAFIOS,PORÉM O PRÓPRIO CRISTO OFERECE AS CHAVES PARA A INTERPRETAÇÃO DESSES MISTÉRIOS ( LUCAS 24:27)

OS SÍMBOLOS SÃO DADOS E AO MESMO TEMPO INTERPRETADOS ( CANDEEIROS E ESTRELAS = IGREJAS E ANJOS )

FELIZES SÃO AQUELES QUE LEEM ,OUVEM E GUARDAM